O surgimento do fogão

O surgimento do fornoAssim como a geladeira, a chegada do fogão significou um passo importante para a civilização. Através dele, foi possível aumentar a produção e a preparação de alimentos, permitindo que a população pudesse se desenvolver e se estabelecer em um determinado lugar, criando então as primeiras cidades.

Quando o eletrodoméstico se popularizou na década de 30, sua imagem era a representação das mudanças que o mundo se encontrava, passando a ser um importante elemento no convívio familiar. Mesmo com o surgimento de outras formas de cozinhar os alimentos, o fogão continua a se destacar.

Fogão a lenhaConquista do fogo

A história do fogão é mais antiga do que podemos imaginar: recentes escavações na Espanha encontraram uma ferramenta com a mesma função, usada há 18 mil anos atrás. Essa descoberta mostra que no momento em que a humanidade surgiu, já buscava meios de preparar sua comida de forma mais prática.

Nesse momento, o homem deixou de ser nômade e começou a viver em grupo. Ao dominar o fogo, surgiram os primeiros fogões, que era buracos no chão se colocava fogo e através do uso de pedras colocavam-se as panelas sob as chamas. Mesmo que a humanidade continuasse evoluindo, o homem manteve esse processo por milhares de anos. A grande novidade foi quando os romanos, apesar de aproveitarem as fogueiras, passaram a cozinhar em fornos de tijolos.

A invenção toma forma

Eis que em 1798 na Alemanha surgiu a primeira forma do fogão que conhecemos hoje. Criado pelo inventor Benjamin Thompson, a obra era feita a partir de chapas metálicas sob uma estrutura de tijolos.

Durante a Revolução Industrial, onde a civilização explorou novas formas de geração de energia, como o carvão e o petróleo, saíram as estruturas arcaicas e a partir da invenção de Thompson, novos modelos de fogão foram criadas. O primeiro exemplar era movida a combustível não-natural, funcionando através de um componente do petróleo, o nafta.

Primeiro forno a gásO perigoso forno a gás

Foi no início do século XIX que o inglês Georgle Bodly desenvolveu o fogão a gás, de ferro com quatro queimadores e um pequeno forno. De forma mais prática, a novidade permitia cozinhar os mantimentos de uma forma mais planejada, já que o modelo que utilizava a lenha não cozinhava da mesma forma a comida. Se antes os alimentos ficavam crus em alguns lugares e em outros queimados, com o forno a gás era possível encontrar um equilíbrio. O que garantiu que a invenção fosse popularizada.

Porém, no início os primeiros fogões eram extremamente perigosos, explodindo freqüentemente, além de deixar muita fumaça pelo recinto, já que a chama mudava de azul para vermelho e depois para amarelo.

Popularmente seguro

Eis que o gasômetro telescópico é criado em 1824. A partir desse aparelho era possível fornecer o gás em condições estáveis, independente do consumo. Dois anos depois o primeiro fogão a gás é patenteado pelo inglês James Sharp, passando a ser um sucesso.

De lá pra cá, o produto se tornou o meio mais utilizado de se cozinhar os alimentos. Combinado com a eletricidade, ele foi se modificando e permitiu a criação de novas formas de preparar os alimentos. Sendo colocados sob uma caixa de metal, as placas contêm resistências ou bicos de gás, formando o fogão de mesa como o conhecemos, sendo mais tarde combinado com o forno.

Forno modernoTudo se transforma

Apesar da popularização do forno de microondas e do cooktop, o forno continua a exercer um papel fundamental. Sem serem substituídos, apenas modificando-se às novas tecnologias, os fornos oferecem uma série de funções e apetrechos.

Assim, além de possuírem um design agradável para decorar a cozinha, é possível pré-programar seu aparelho da forma que achar melhor, com visores em LCD e painéis que controlam o tempo de desligamento das chamas. E se antes os aparelhos não era nada seguros, os modelos atuais possuem portas frias com vidros triplos e válvulas de segurança que cortam o gás para evitar vazamento.

Fonte: História de Tudo

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