Tablets chegam às salas de aula

Tablets chegam às salas de aulaNo dia 17 de janeiro a candidata à prefeitura de Nova York, Christine Quinn, anunciou que o valor dos gasto da prefeitura para livros escolares (US$ 100 milhões) poderia ser usado para comprar tablets para todos os estudantes das escolas públicas da cidade. A proposta irá gerar maior motivação entre os alunos, pois será possível incorporar vídeos e tarefas multimídia nas atividades diárias.

Este anúncio pode parecer distante da realidade, mas não é.  A tecnologia começou a ser implementada na educação brasileira. Aos poucos escolas privadas começam a incluir o Tablet nas tarefas escolares, enquanto o MEC anunciou a distribuição dos aparelhos para os professores da rede pública, que terão em mãos uma nova maneira de interagir com os alunos.

Lista de materiais

Tablets no Ensino InfantilEscolas particulares começaram a incluir o aparelho na lista de materiais. Em Santa Maria (RS), a reportagem do Jornal do Almoço, os pais ficaram surpresos e questionaram a inclusão do Tablet, sugerido por algumas escolas. A coordenadora pedagógica de uma delas acredita que essa medida irá favorecer tanto os professores quanto os alunos, que poderão ler os livros da escola e realizar pesquisas durante a aula através da ferramenta.

Em Teresina, no Piauí, as escolas pretendem substituir os livros impressos por versões digitais. Assim, os alunos que possuírem Tablet ou Notebook podem comprar a edição dos livros através do site da editora para então usá-los em sala de aula. A expectativa é de que o projeto seja implantado totalmente em 2014.

Por uma aula mais humana

Salman KahnAlém de propor maior interação dos alunos com as atividades escolares, o MEC conta com uma iniciativa que pode ajudar os professores. Pensando em um modo de ajudar seus sobrinhos a entender certos conteúdos, Salman Khan, um educador norte-americano, desenvolveu uma série de vídeos educativos disponibilizados no You Tube. Surgiu então a Khan Academy, que atualmente conta 3.338 vídeos e é acessado mensalmente por mais de 6 milhões de estudantes. Na América Latina o número de acessos mensais supera os 100 mil.

Durante uma visita ao Brasil, o professor explica que o objetivo é humanizar a sala de aula. Como os vídeos podem ser vistos através dos Tablets e de outros portáteis, os alunos podem levantar dúvidas com os professores e aprofundar o conhecimento. De acordo com Kahn, apenas 10% do tempo do professor é utilizado para dialogar com os alunos, tempo que pode aumentar com o uso dos vídeos. Nos Estados Unidos a moda já pegou: ao menos 5 mil escolas utilizam os vídeos, além dos professores acompanharem o desempenho dos alunos através de exercícios onlines.

Estímulo do MEC

Durante 2013 serão distribuídos aproximadamente 600 mil tablets entre os professores. Neles estarão incluídos, além de livros e materiais didáticos, os vídeos em português criados por Kahn, que o Ministério da Educação (MEC), considera “um dos mais democráticos e revolucionários métodos de educação digital”. A ideia é de que futuramente o projeto avance para chegar às universidades.

Por outro lado…

Professores estão preparados para mudança?Enquanto o MEC e educadores apóiam a inclusão da tecnologia nas salas de aula, muitos acreditam que ainda é cedo para implantar um projeto desse porte nas salas de aula. Em entrevista realizada para a Folha, o professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, fala de seus trabalhos que visam a utilização de tecnologia nas escolas.

“Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda não está à altura do que se precisa numa escola”, aponta o professor.

Neste sentido, uso de Tablets traz diversos obstáculos: além de ser pequeno, difícil de fazer anotações e visualizar várias coisas ao mesmo tempo, requer manutenção, gerando maiores gastos. Além disso, a aula tradicional se torna mais difícil de ser dada com a aplicação da tecnologia: “Você precisa dar aula de outro jeito. Senão vai ser como em várias escolas brasileiras, onde a aula na sala de informática às vezes é mais repressora do que na sala de aula, porque os professores ficam preocupados porque as crianças podem quebrar o computador ou começar a jogar um jogo.

Vamos aguardar e ver como funcionará esse novo sistema empregado pelo MEC. E você, o que acha da proposta?

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